2 de agosto de 2018

Viver bem

Não vamos dar ao outro o poder de nos tirar do sério. É isso muitas vezes que acontece no nosso dia a dia. Nós nos deixamos afetar pela ação, agressão, má vontade, falta de educação, falta de conhecimento do outro. Sabe aquela história que nossos pais diziam quando éramos crianças? Se o amiguinho chamou você de bobo e você não é bobo, então não liga pra isso. Acho que é muito por aí o caminho.

Estou com essa ideia na cabeça desde o mês passado e não conseguia parar para escrever. Resolvi isso no metrô pelo celular mesmo. As ideias foram vindo e memórias recentes se acendiam na mente. Porque é assim, a gente passa por isso, respira, reage ou não reage e depois reflete. Por conta do meu constante exercício e muito esforço diário de tentar olhar para o outro que ofende com olhos de benevolência, passei num teste recentemente quando uma pessoa não só foi debochada mas grosseira no telefone. E grosseria e deboche são duas coisas, pra mim, difíceis de lidar.

Mas consegui pensar num milésimo de segundo que estava tudo bem, que a pessoa do outro lado da linha deveria estar infeliz, deveria estar insatisfeita, deveria ter sido rejeitada de alguma forma, deveria estar chateada para ser desagradável diante de uma simples consulta que lhe foi feita e de uma resposta que deveria ser também simples. 

Tudo bem. Não liguei. Não reagi com a mesma energia. Agradeci. Desliguei. Deixei aquele calor que sobe pelo rosto no momento da ofensa passar. E respirei com todo alívio do mundo por não me deixar envolver por aquela energia ruim da pessoa naquele momento. Sorri. Ouvi um pouco de música, só um pouquinho por conta do trabalho, cantarolei, cantei mais um pouco, sorri de novo e tudo voltou ao normal.

Nem sempre foi assim. Tinha uma resposta na ponta da língua pra rebater a qualquer um, mesmo que não fizesse sentido algum. Mas a questão é que eu não podia perder aquela batalha. Afinal na batalha de ser desagradável, eu queria ganhar e deixar o outro com o desconforto que me provocara. Nossa! Pensar que isso é uma batalha é realmente pesado. Que peso é carregar isso. Descobri isso.

Não foi fácil aprender que isso era desnecessário. Que isso me exigia muito e me deixava exausta. Recebi a sugestão de deixar passar. De início, me ofendia ainda profundamente mesmo sem reagir. Ali dentro de mim, dava uns gritos. Reclamava comigo, me achava injustiçada. Não digeria bem. 

E aí recebi nossa sugestão. Receba, entenda que isso existe, que é o que a pessoa pode naquele momento e deixe  passar o que não é seu, a energia que não foi criada por você e com a qual não se sintoniza no momento. Ainda bem que ouvi, assimilei e estou conseguindo lidar com esse meu tipo de impulso reativo. Pensei que seria uma boa compartilhar isso. Claro que cada um pensa de uma forma e tem um temperamento. A ideia foi compartilhar mesmo.

Até porque todos nós temos aquele momento que o caldo quase entorna, que a energia quase explode. E tem dias que explode mesmo. Tudo dependerá do limite daquele dia, do ânimo daquele dia, dos aborrecimentos que absorvemos ou que deixamos passar. Acredito que só conseguimos lidar com o outro quando fazemos o esforço de lidar com a gente mesmo. Com as nossas frustrações, aborrecimentos, medos, decepções. Porque quando estamos no equilíbrio temos mais condições de dizer não ao desequilíbrio que nos sugerem. É fácil? Não mesmo! Mas é um caminho. O meu é esse agora. É a minha opção de viver bem e melhor comigo atualmente. Para viver bem com o mundo. 

Desculpem demorar tanto tempo para voltar aqui! A correria tem sido grande!

7 de julho de 2018

Ser gentil

Ser gentil não é ser subserviente ou bonzinho. Nem trouxa. Ser gentil é dividir com o outro o sorriso, a atenção, o bom humor. E tentar contaminá-lo com o que há de bom na vida. Ser gentil não é servir, é trocar, dar exemplo, compartilhar. É ser mais, é fazer o bem, é compreender que o outro é diferente, é testar seus próprios limites. E aprender a relevar o que é, muitas vezes, tão pouco diante das dores e das maldades do mundo. Essas coisas que, por sinal, estão nos deixando cada vez mais doentes, mais tristes, mais infelizes. Deixar a dor, a maldade, o egoísmo, o pouco caso nos afetar faz com que tudo isso se espalhe à nossa volta. 

A vida é feita de escolhas. Sim, ninguém é todo tempo feliz ou triste. Sim, ninguém consegue anular seus problemas num piscar de olhos. Sim, vamos chorar, vamos espernear, vamos nos frustar e vamos sofrer. Ninguém vai dizer que a vida será sempre uma lindeza e nada vai oscilar ou dar errado. Quem disser isso não deve saber o que é viver neste mundo louco. 

Não é essa a questão. A questão é o que vamos fazer com isso. Vamos nos afundar na tristeza, na depressão, no aborrecimento, no deixar de ser ou fazer do outro? Vamos abrir mão de tentar algo, reagir, reformular, retomar o caminho? Porque alguém não foi legal ou não nos apoiou ou não acreditou em nosso potencial ou não nos amou como gostaríamos? Vamos desperdiçar o momento, o passo à frente, a vida?

Não. Até podemos parar no caminho e entregar os pontos. Certamente em algum momento já fizemos isso. Ou vamos fazer. E se pararmos para pensar e lembrar desse exato momento em que nos abandonamos, vamos observar o tempo que perdemos dando atenção demasiadamente excessiva ao que achávamos ser o melhor do mundo no momento. E muitas vezes, vamos ver que esse melhor do momento vai passar ou vai ser superado ou vai se renovar.

Mas aí pode ser o ponto. É aí que podemos passar a fazer e escolher o que realmente importa. Só reclamar de nada vai adiantar. É só olhar para trás e relembrar, puxar na memório mais uma vez. Nada melhor do que as experiências para nos ajudar na direção a tomar. O problema é que esquecemos e repetimos, repetimos e repetimos um padrão. E reclamamos mais ainda. Ser gentil é antes de tudo ser gentil com a gente mesmo. 

14 de junho de 2018

Mau humor também passa

Nosso mau humor não tem o direito de interferir no dia do outro, nem no humor do outro, nem na vida do outro. Muitas vezes estamos em momentos difíceis, conturbados, inesperados, que nos geram ansiedade, irritação, impaciência. Quem nunca passou por isso? Quem nunca se viu numa situação de não querer se comunicar com o mundo, com o outro, nem com o vento, nem com qualquer coisa que seja? A vida nos leva a diversos momentos assim e ainda bem que são passageiros. Uns demoram mais do que os outros. Mas passam.

Tudo bem. Sabemos que isso não será para sempre assim. Então é importante pensar em como evitar que isso contamine o nosso ambiente. Porque quem acha que não contamina está completamente errado. Uma respiração profunda soltando o ar como se quisesse soltar tudo o que existe no universo e praticamente para declarar a indisposição já é um sinal. É um bufar, reclamar, jogar o ar para fora. Ou uma resposta atravessada, com aquela cara blasé de quem não queria responder ou nem estar ali. Aquela virada de olhos que só nós sabemos dar em momentos ruins, que leva junto a sobrancelha. Aquela expressão de quem não quer saber de nada mais do mundo além dos seus próprios problemas.

Sim. Isso existe. Somos muito assim. Muitas vezes, inclusive. Temos problemas e achamos que eles são os maiores do universo. Muitas vezes são porque são nossos e não temos a menor habilidade de lidar com ele. E aí engasgamos com isso, não sabemos como dissolver aquela sensação que fica no peito como se embolasse o mundo numa mistura de tudo o que nos faz mal. 

De fato o problema é nosso e não do outro. Então não nos cabe jogar no colo do outro toda essa soma de coisas estranhas, esquisitas, descompassadas. Não temos o direito de desestabilizar o outro que, na maioria das vezes, não participou do nosso problema. Não é justo. Mesmo quem participou para nos deixar sem rumo não deve levar toda a culpa. Porque se fomos atingidos é porque nos deixamos atingir e estávamos suscetíveis a isso. A culpa pode até ser dividida. Mas e quem não tem culpa?

E aí como podemos pensar no que é justo se a vida não está sendo justa conosco! Será que vamos nos preocupar com o outro? Vamos sim. Principalmente com quem não tem nada a ver com o que nos tira do sério. E quem disse que não é justo o que passamos? Vamos deixar nosso ego e nosso egoismo de lado para adotar a leveza e a humildade. E entender que somos imperfeitos, enfrentamos dificuldades e vivemos com o outro e precisamos do outro. 

Do abraço, do olhar carinhoso, do colo, da atenção, de dividir o que é possível.  Da compreensão, do ouvido, da opinião do outro. De tantas e tantas coisas. Vivemos em comunidade e precisamos lembrar a importância de querer para o outro o que queremos para nós. E, assim, viver bem e reencontrar a nossa paz. 



5 de junho de 2018

Comece!

Vamos começar. Não importa o que dizem. Não importam as possibilidades. Não importam as dificuldades. Não importa saber com antecedência se vai dar certo ou não. Dar o pontapé inicial em algo é fundamental para saber se existe uma chance do universo conspirar por nós. Algumas vezes não confiamos muito no que pode acontecer e deixamos passar oportunidades que podem se tornar momentos tão felizes e surpreendentes. Outras vezes não acreditamos no nosso potencial pelo simples fato de que não nos experimentamos nessa ou naquela situação. E, na tentativa, descobrimos um mundo de caminhos novos e possíveis.

Bom, vamos começar. O início, muitas vezes, pode nos parecer cruel. Como podemos investir no que não sabemos se dará um retorno positivo? Tudo bem. Vamos, então, refletir se queremos de verdade dar esse passo. Queremos mesmo? É algo que nos toca profundamente no campo dos desejos? É aquilo em que nos vemos com um sorriso largo no rosto? Sim! Mas será que vai dar certo?

Bom, vamos lá. Ainda não temos uma bola de cristal para saber com antecedência as vitórias e as derrotas. Mas provavelmente conhecemos muito bem a frustração de não ter tentado nunca. Podemos até não sentir logo de início essa frustração. Talvez não seja algo que vai parecer tão nítido logo. Mas, certamente, a vida vai nos cobrar mais adiante. Lá no fundinho da nossa alma, vamos ter sempre aquela dúvida do que poderia ter sido se, se, se, infinitamente se.

E esse é um momento tão duro pra nós. Principalmente porque, às vezes, o tempo passou e não temos mais como voltar atrás. Há coisas atemporais. Mas também há coisas que o determinado tempo nos dá a chance de escolher agora ou agora. O que podemos fazer então? 

Ter coragem, arriscar, acreditar que, se não for para acontecer, o universo vai dar um jeito de mudar a nossa rota. Mas, se for parte da nossa história, todas as portas vão se abrir. Mesmo que pareça a maior loucura do mundo e a coisa mais impossível de todos os tempos. Então vamos começar agora, já, nesse momento, nesse minuto, todo o tempo!

E o que você ainda não teve coragem de começar?

27 de maio de 2018

Pensamento, extensão de nós

O nosso pensamento é uma força criadora que nos move, nos impulsiona, nos orienta. E, por meio dele, agimos, escolhemos, acreditamos, vivemos tudo, tudo. E também cabe a nós decidir o padrão de cada momento das nossas vidas. Podemos permanecer com a leveza da vida, mantendo pensamentos bons, leves e deixando de lado o que é pesado, duro e excessivo. Ou podemos optar pela dureza, pela tristeza, pela raiva, pelo descontrole quando escolhemos  continuar com a energia do que nos afeta e nos tira do nosso rumo.

Muitas vezes achamos que eles nos comandam incondicionalmente e todo o tempo e sem o direcionamento do nosso desejo. Muitas vezes achamos que são completamente independentes. Muitas vezes são aparentemente assim. E são mesmo. Mas, no fundo, dependem da nossa vontade, da nossa opção em cada passo, da nossa escolha para a vida. Às vezes, eles podem durar poucos segundos para uma só ação. Outras vezes podem durar um tempo bem maior. E, às vezes, eles ficam só ali no campo da imaginação.

O que ele costuma nos dizer é que somos livres para escolher. Nem sempre isso parece tão nítido e parece até que somos movidos por uma força ainda maior. Emoções fazem isso. E são como pensamentos acesos e banhados na luz que direciona a sua intenção. Sai como um raio algumas vezes e é mais rápido do um piscar de olhos. Mas ainda assim é possível fazer a escolha cada vez que ele nos chega.

A rapidez do pensamento está ligada à nossa capacidade de raciocinar, de sugerir, de propor. Pensamos que isso pode ser quase impossível em determinada situação e isso acontece porque optamos pela impulsividade. Mas temos condições de escolher, sim. Somos capazes de recuar aquele segundo necessário à reflexão. Como é de costume nos casos em que precisamos mudar algo em nós, o exercício constante nos ajuda. Ajuda e muito!

O que talvez pode ser importante para nós é pensar que o pensar, o refletir, o analisar, o racionar, todo verbo ligado à nossa forma de pensamento pode nos levar muito além, se optarmos pelo lado positivo, pelo sorriso, pelo fluido, pelo simples, pelo doce, pelo leve, pelo bom, pelo justo. Pelo nosso bem. E o bem de todo o resto.


17 de maio de 2018

Fazer o bem

Gentileza é uma coisa que me toca da mesma forma que a falta de gentileza me tira do sério. Claro que não sou Madre Teresa de Calcutá ou Chico Xavier, isso para citar alguns. Claro que tenho meus limites, dou meus gritos, reclamo das coisas. Mas me esforço e muito para conter esses impulsos exagerados e que acho nocivos pra mim, apesar de nem sempre conseguir. 

Somos todos egoístas. Pensamos primeiro em nós, segundo em nós, terceiro em nós e vamos até o vigésimo ou mais degrau para pensar em nós. E só aí pensamos que, talvez, possamos tentar pensar no outro. Afinal o nosso bem é o nosso bem! Refletimos assim muitas vezes. Mas esquecemos o quanto é gostoso sentir o peito aquecido e o quanto nos enche de uma sensação deliciosamente boa quando ajudamos o outro, quando podemos exercer a nossa gentileza. 

Acho que ter a consciência de que prezar pela gentileza no nosso dia a dia vai nos fazer tão bem já poderá nos ajudar muito. E aí eu admito que saio um pouco do meu rumo  natural e da minha sensatez quando a falta dela é muito explícita. E isso a gente pode ver todo o tempo ao nosso redor. É só prestar atenção.

Não sei se já perceberam, mas uma delas é na escada rolante. E posso citar a do metrô para as cidades que têm esse meio de transporte  Há quem não está com pressa de manhã e fica parado do lado direito, deixando o lado esquerdo para os atrasados, pessoas com pressa ou quem não quer ficar ali e prefere andar na escada para sair dela logo. Claro que isso é uma convenção e não uma obrigação de todos decidir por estacionar do lado direito. E é assim em vários lugares do mundo. 

Mas já vi pessoas paradas do lado esquerdo e dizendo aos quatro ventos que não vão sair e que quem quiser passar, que espere. Certa vez, me arrisquei ao levar um fora quando uma moça conversava com outra falando sobre isso. Aproveitei para falar baixinho para ela que ficar à direita, como eu e outras pessoas estávamos, era um gesto de gentileza. A moça ficou constrangida e disse apenas que não tinha ninguem querendo passar e que tinha espaço do lado direito dela. Falei que minha intenção não era ofendê-la.

Minha vontade era dizer que um dia ela poderia precisar subir correndo para não perder o horário de uma entrevista de emprego, o tão esperado primeiro encontro com o gato, um almoço de negócios ou apenas a agonia de ficar ali parado. Não importa. Deixar livre o espaço para que o outro faça o que quiser do tempo dele é uma gentileza.

A gente esquece, às vezes, que pode estar na condição do outro, que podemos precisar daquilo. Mas não. Achamos que estamos sempre certos dentro da nossa arrogância e da nossa prepotência. Às vezes, nem admitimos isso, vai. E digo isso porque também acaba sendo uma arrogância minha achar que estou certa. Isso não é uma lei, a pessoa não tem que seguir o que eu penso. Realmente. E eu sei disso. Mas eu aposto nisso para me exercitar em olhar para o outro. 

Claro q pode ter um dia em que não estarei bem, meu humor será daqueles e, por algum motivo de loucura, vou querer parar do lado esquerdo. Aqueles dias em que queremos implicar com o mundo, sabe? Quem nunca teve um dia assim? Mas aí minhas consciência grita logo e me joga na cara isso. E aí aquela culpa em não pensar no coletivo bate no peito e, para que ela não fique me corroendo - porque eu tenho esse impulso de ser gentil -  eu cedo. E reflito. E relaxo. E sorrio. E vejo que é muito mais gostoso fazer o bem ao outro.

E vocês? Já se sentiram assim?

11 de maio de 2018

Aprender a esperar

Muitas vezes temos dificuldades para esperar. E não seria esperar por prazos, acordos, combinados ou algo assim. Não. Esses talvez tenhamos um pouco mais de paciência porque foram estabelecidos por todas as partes. Esperar será mesmo necessário neste caso. E, por mais que não concordemos com o tempo que isso levará, ele foi previamente marcado. Então não há jeito e vamos cumprir tudo direitinho.

O que nos tira do sério, várias vezes, são alguns segundos a serem aguardados. É muito doido pensar em segundos, mas é isso mesmo. Às vezes, não chegam a ser nem um minutinho sequer. Pode até chegar bem perto disso, mas, geralmente, é um tempo bem rápido. Mas, na verdade, não nos parece tão rápido assim. 

Vamos ver se todos nós concordamos que não seria isso mesmo! São aqueles segundos em que o vizinho do outro andar segura a porta do elevador e a gente, considerando a possibilidade de algum atraso mínimo que seja, já começa a bufar e a dar batidinhas na porta para que ele solte e entre no elevador. 

São aqueles segundos em que o carro da frente leva para sair do sinal de trânsito que ficou verde porque estava fazendo algo, ou estava pensando, ou estava distraído ou é ruim de roda mesmo. 

São aqueles segundos em que o amigo atrasou enquanto se arrumava e, prontos, temos que esperar no sofá da sala. E a diferença é tão pouca que nem percebemos e ficamos batendo o pé levemente no chão quase contando o tempo que ainda falta. E são aqueles segundos intermináveis que não contávamos.

E aí vem a pergunta: o que vai mudar profundamente na nossa vida se esperarmos esse pouquinho? Claro que o tempo é importante. Claro que temos compromissos. Claro que temos o direito de não querer esperar. E a questão aqui não são os atrasos com um tempo enorme, que acaba sendo, muitas vezes, até falta de consideração do outro.

Não é isso. Aqui o caso são os segundos que não percebemos como segundos, mas como minutos e horas. E, certamente, deixar a impaciência tomar conta do nosso ser não é o melhor caminho. Isso afeta nosso emocional, nosso humor, nossa paz. É tão pouco para importar tanto. Às vezes nos deixamos levar e somos contaminados por nosso ego que nos diz que não podemos ficar à disposição do outro.

Mas podemos, sim. Podemos ser mais compreensivos e entender que o tempo do outro não é o nosso tempo. E que o outro também tem imprevistos e erros. E tudo bem. Que aponte o dedo ao outro quem nunca errou! Vamos nos manter em paz e em tranquilidade. E vamos deixar para nos preocuparmos com o que realmente importa na nossa vida!

E você? Consegue esperar o outro numa boa?



Viver bem

Não vamos dar ao outro o poder de nos tirar do sério. É isso muitas vezes que acontece no nosso dia a dia. Nós nos deixamos afetar pela açã...